Golfinhos

A Baía dos Golfinhos é o habitat de 29 Roazes, também conhecidos por ” Roaz-Corvineiro”. Este nome tem origem nos hábitos alimentares e de comportamento desta espécie, sendo “Roaz” proveniente do seu hábito de roer as redes dos pescadores, com o propósito de lhes roubar o peixe, e “Corvineiro” derivado de uma das presas preferenciais desta espécie – a corvina.

A comunidade de golfinhos do estuário do Sado é a única comunidade sedentária e residente no País, uma das raras que existem na Europa, e no mundo inteiro, daí a sua importância.

Os Golfinhos ou Roazes Corvineiros, nome que lhes foi dado pelos pescadores locais, pelo facto dos golfinhos lhes roerem as redes na tentativa de lhes roubarem os peixes presos nas suas malhas. Se roem, são Roazes, e assim ficou o nome. Corvineiros porque um dos seus alimentos preferidos é a corvina, um peixe que tem por hábito vir desovar e desenvolver-se no estuário, até á idade de voltar ao mar.

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O seu nome cientifico é Tursiops Truncatos, e é uma das 32 espécies de golfinhos conhecidos, para além de ser a que atinge maiores dimensões. O Golfinho é portanto um cetáceo e um mamífero marinho, e não um peixe, embora viva toda a sua vida dentro de água não necessitando de vir a terra em nenhuma fase da sua vida, nasce, cresce, reproduz-se e morre sempre dentro de água.

Os golfinhos são animais de sangue quente cuja temperatura é estável e ronda os 36°C. Contrariamente aos peixes, os golfinhos não respiram o oxigénio da água, tendo por isso necessidade de emergir para respirar, podendo suportar até cerca de 15 minutos sem respirar.

Ao contrário dos mamíferos terrestres, os golfinhos têm de ter cuidados com a sua respiração. Os golfinhos respiram através de um orifício chamado espiráculo que se situa por cima da cabeça, é por este que entra e sai o ar que vai para os pulmões. Abrindo o espiráculo à superfície para respirar e fechando-o quando voltam a mergulhar. Tudo isto explica a maneira curiosa como dormem. Fazem-no com o cérebro dividido em 2 hemisférios, adormecendo um de cada vez para se manterem alerta e conscientes da sua respiração. De outra forma poderiam afogar-se.

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O estuário do Sado, lugar onde o rio se encontra com o mar, é um habitat privilegiado no que respeita à abundância de alimento, devido á diversidade de espécies de peixes que se reproduzem ou passam varias fases do seu desenvolvimento neste local. Estes locais constituem também zonas abrigadas para os Roazes Corvineiros.

O número de golfinhos que habitam o Sado tem-se mantido estável nos últimos anos, sendo esta comunidade formada por quase uma trintena de golfinhos.

Esta população é valiosa, nem que seja porque é única, e o estuário que a acolhe é muito importante em termos do nosso património natural. Proteger o estuário e a riqueza da vida que dele depende, é proteger os golfinhos